quinta-feira, 18 de junho de 2015

PF apreende mais de 1 tonelada de droga, dólares, carros e armas de fogo no Acre

A Polícia Federal apresentou o balanço da Operação Iaco, desencadeada na manhã desta quinta-feira, dia 18 de junho, no Acre, e outros dois estados do país. Ao todo, 50 mandados de busca, apreensão e condução coercitiva foram executados. Cerca de 130 agentes da polícia judiciária federal estiveram envolvidos na ação.
Segundo o órgão, o grupo criminoso era bastante organizado e cada integrante detinha responsabilidades específicas. A droga, que na maioria das vezes vinha do Peru, entrando no Brasil pelos municípios de Assis Brasil e Sena Madureira, tendo como rota parte da bacia dos rios Iaco e Acre, era remetida a outros estados da Federação.
“Essa investigação que hoje culmina com essas prisões, demonstra o nosso poder investigativo no combate à criminalidade organizada. Esse trabalho começou na região de fronteira. Ao aprofundar essas investigações nos detectamos que havia realmente uma organização criminosa. Eles eram especialistas em cooptar ribeirinhos e moradores da região, que conheciam a região, para transportar a droga até Rio Branco, de onde era escoada para outros estados do Brasil. Foi possível identificar todas  organização criminosa. A partir disso, foi possível solicitar a prisão ao poder judiciário”, afirma o agente Pinheiro, que ajudou na investigação.
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Segundo a PF, foram apreendidos mais de dois carregamentos de cloridrato de cocaína, ou seja, produto entorpecente em alto grau de pureza, “com um perfil mais refinado”, provavelmente para exportação.

Segundo o delegado Leandro Ribeiro, foram apreendidas “três armas em casas diferentes. Em uma outra residência, foi encontrada a munição. Tivemos ainda mais três flagrantes de armas. Ao mesmo tempo, nós conseguimos cumprir esses mandados, aqui, na capital Rio Branco, e também na zona rural e no interior do estado. Além destes, nós realizamos um mandato em Maringá, no Paraná”, onde, segundo as investigações, reside o líder da organização.
Ainda segundo o delegado, foi solicitado o bloqueio dos valores. O objetivo, “além de prender os criminosos, é descapitalizar as organizações, para que depois dos lideres presos, elas não tenham condições” de continuar praticando os crimes, esclareceu à imprensa.
Questionado sobre os fornecedores do material entorpecente, Ribeiro foi taxativo ao dizer que “o fornecedor já está preso. Essa organização adquiria droga de um único fornecedor. Noventa e cinco por cento era formada por cidadãos do estado do Acre. Ele era peruano, mas ela mora em Brasiléia”, revelou o federal.

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