sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sem apoio do TFD, mãe denuncia que filho aguarda por cirurgia há dez anos

oão Renato Andrade | Rio Branco (AC)28/05/2015 16:00:52
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A crise na saúde pública do Acre, pasta chefiada por um advogado, continua caminhando rumo a um destino incerto. Os vários casos de demoras em atendimentos e prováveis negligencias estão tomando conta de hospitais da capital e do interior do Acre.
Um dos casos que comprovam os problemas é a história de uma criança que, segundo a mãe, aguarda na fila das cirurgias há exatos 10 anos. Acometido por uma doença chamada Lipomielomeningocele, e portador de causa presa, espinha bífida oculta e tumor medular, a criança é levada rotineiramente ao Hospital do Juruá, onde é acompanhado por médicos.
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CADÊ O PT DOS POBRES, SÓ QUERIAM O PODER PARA ROUBAREM O DIREITO DOS BRASILEIROS: De acordo com Thaiana de Souza Negreiros, de 25 anos, “não aguentamos mais esperar tanto. A cada dia meu filho vem apresentando problemas e as vezes ele tem crises e quando tem os ossos dele se retorcem. Tenho medo de ele até quebrar a perda. É preciso várias pessoas para ajudar ele”, conta a mulher.
Segundo a dona de casa, o filho, que estuda na rede pública de ensino, tem tido dificuldades até para estudar. “Eu sempre vou para o hospital com ele. Ele tem que ser medicado constantemente. Nós já fomos em Manaus [capital do Amazonas] e fizemos algumas avaliações lá. Acontece que a gente precisa agora da ressonância magnética, mas o pessoal do TFD [setor de Tratamento Fora de Domicilio do estado] não marca a data da viagem da consulta com o médico na Fundação”, relada a mulher, indignada.
Segundo Thaiana, até o Ministério Público do Estado (MPE) já foi acionado para ajudar na solução do caso. “Eu já fui no MP, e lá o promotor e os assessores me receberam bem e estão me ajudando, mas acontece que o estado demora muito para resolver as coisas, e meu filho já espera há dez anos por isso e nada”, reclama.
Procurada para falar sobre o assunto, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), esclareceu que o processo de tratamento só foi aberto no órgão em julho de 2014. Segundo eles, pouco mais de um mês após o agendamento, a criança viajou para Rio Branco, onde teve o estado averiguado pelo médico especialista, Bruno Lobo.
Contudo, segundo a Sesacre, não houve registro de retorno até o mês de dezembro do ano passado, quando, de acordo com a secretaria, deveria ter acontecido um novo encontro com o médico da criança. Agora, após as denúncias do portal, foi reagendada a consulta para o mês de junho, no Hospital das Clínicas de Rio Branco.

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