sexta-feira, 1 de maio de 2015

BNDES deve injetar até R$ 300 milhões em empresas do Acre

COLETIVA 01
O governo do Acre apresentou hoje, durante coletiva de imprensa, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pode injetar na economia do Acre o equivalente a R$ 300 milhões, recurso que ajudará a área empresarial do estado a se restabelecer, após a cheia histórica que atingiu sete municípios no mês de fevereiro passado.
O anúncio, feito pelo governador do Acre, Sebastião Viana, do PT, contou com a presença de empresários do ramo atacadista, dentre eles distribuidores de alimentos e medicamentos. Além disso, o prefeito de Rio Branco, Marcus Viana, também participou do encontro.
Sebastião comentou que a linha de crédito tem por intuito máximo potencializar as condições financeiras das empresas do Acre. Dessa forma, acredita o petista, será possível ser retomado o cotidiano econômico do comércio. “Cada empresa tem um crédito com limite de até R$ 5 milhões, tendo dois anos de carência, e dez anos para ser feito o pagamento do empréstimo”, explicou o Viana.
Segundo o chefe do Executivo estadual, os recursos devem ser alocados através do Programa BNDES Emergencial de Reconstrução de Municípios Afetados por Desastres Naturais (BNDES PER). A decisão de ajudar os empresários do Acre foi tomada pelo governo federal, após uma reunião na Casa Civil da Presidência da República, em Brasília (AC).
Vale lembrar que para ter acesso aos empréstimos, é necessário que a empresa possua renda máxima de R$ 90 milhões. Outro ponto essencial da proposta do BNDES diz respeito às cidades: somente empresas localizadas em áreas atingidas por cheias ou que tenham até 500 mil habitantes.
Para o presidente da Associação dos Supermercados do Acre, o empresário Luiz Deliberato, a ação imposta pelo BNDES deve ajudar de maneira considerável no restabelecimento da situação econômica do estado, de forma a contribuir, diretamente, com a economia do Acre.
Viana finalizou dizendo que serão cobrados sobre os empréstimos, os acréscimos da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), mais 1,2%. Além disso, os bancos terão liberdade para negociar com os empresários.

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