quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Santa Rosa do Purus é a cidade com menos votantes do Acre

Município representa 0,5% dos eleitores acreanos.
Números são do Tribunal Regional Eleitoral no Acre (TRE-AC).

Dos 22 municípios acreanos, a cidade de Santa Rosa do Purus, que não tem ligação por terra à capital acreana, apresenta o menor número de votantes no estado. São apenas 2.784 eleitores, o que representa 0,5% dos 506.724 votantes do estado. O levantamento foi realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC).
Entre os municípios com menos eleitores, está Jordão, que conta com 4.312 votantes, ou seja, 0,8% dos eleitores; Assis Brasil com 5.189, representando 1%; Porto Walter com 5.445, que representa 1% do eleitores e Manoel Urbano com 5.993, representando 1,1% dos eleitores do estado. 

Entre as cidades com o maior número de eleitores, Rio Branco ganha disparada, com 232.073, representando 45% dos votantes no estado. Logo em seguida estão as cidades de Cruzeiro do Sul, com 51.483, que representa 10% dos eleitores; Sena Madureira com 25.966, que representa 5,1% dos eleitores; Tarauacá com 23.060 representam 4,5% e Feijó com 18.597, representando 3,6% dos eleitores.

Acre tem menor nível de progresso social da Amazônia Legal, diz Imazon.

Estado alcançou 54,1 pontos, valor inferior à média nacional, de 67,73. Dentre os municípios acreanos, cinco estão em alerta vermelho.


 Um estudo realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostrou que o Acre é considerado o local com menor Índice de Progresso Social (IPS), dentre os nove estados que compõem a Amazônia Legal. O Acre alcançou a pontuação de 54,1 e ficou atrás de Roraima e Amazonas. Os três locais com melhores índices são Mato Grosso, Tocantins e Rondônia.
Em relação aos 22 municípios acreanos, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Jordão, Santa Rosa do Purus e Manoel Urbano aparecem nas piores posições do país, junto com outros 82 municípios, que tiveram a média igual a 49. Somente Rio Branco está no grupo dos melhores índices, na categoria com IPS médio de 65,79


De acordo com o relatório, o cálculo levava em consideração três dimensões principais: necessidades humanas básicas, fundamentos para o bem-estar e oportunidades. Em relação à primeira dimensão, as piores cidades acreanas são: Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Jordão, Feijó e Santa Rosa do Purus.
No que diz respeito ao bem-estar, que leva em consideração o acesso ao conhecimento básico, à informação, comunicação, saúde e sustentabilidade dos ecossistemas, somente três municípios estão em alerta. São eles: Porto Walter, Jordão e Santa Rosa do Purus.
A dimensão oportunidades foi calculada a partir de quatro componentes: direitos individuais, liberdade individual e de escolha, tolerância e inclusão e acesso à educação superior. Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Jordão e Sena Madureira são os locais com menor pontuação.
O IPS médio da Amazônia Legal, de acordo com o estudo, chegou a 57,1. O valor é inferior à média nacional, que é de 67,73. O levantamento varia de 0 a 100 e leva em consideração 43 indicadores, dentre eles: subnutrição, mortalidade, abastecimento de água, moradia, analfabetismo, violência.
A Amazônia Legal cobre 59% do país e é composto, além do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins,

Helicópteros da FAB levam urnas para comunidades isoladas no AC.

Urnas são levadas para aldeias indígenas, seringais e reservas.
Força Aérea enviou 18 oficiais do Amazonas para o transporte de urnas.


O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) montou um esquema, com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), para garantir o transporte de urnas eletrônicas a pelo menos 101 comunidades isoladas do estado, 12 delas na fronteira com o Peru, entre aldeias indígenas, seringais e reservas florestais. Para chegar a estas localidades, as urnas eletrônicas estão sendo transportadas, desde o dia 30 de setembro, por helicópteros, barcos e caminhonetes traçadas. O transporte deve ser concluído até este sábado (4), véspera de eleições.
Dos 22 municípios acreanos, 11 possuem comunidades isoladas, que contam com mais de 5 mil eleitores. Ao todo estão envolvidas nesta força-tarefa 624 pessoas entre mesários, policiais militares, além de 18 oficiais da FAB que vieram do Amazonas.

Dessas 101 áreas, em 77 a transmissão do resultado das eleições para os computadores da Justiça Eleitoral só ocorre via satélite. Em 42 locais, o acesso se dá apenas por helicópteros, enquanto as demais são acessíveis por barcos e caminhonetes traçadas. Para transmitir os dados nessas localidades isoladas, o TRE utiliza antenas de transmissão e notebooks, que são manuseados pelo próprio mesário.
Segundo o presidente do TRE-AC, desembargador Adair Longuini, nesses locais de difícil acesso são transportadas duas urnas para cada seção, a que será utilizada e uma reserva, para garantir que o pleito ocorra sem imprevistos.
"O Acre é o que mais tem seções distantes. Nós corremos risco tanto no caso das seções que têm acesso de helicóptero, como de barco. O helicóptero não voa à noite e também depende do tempo, a embarcação tem a questão da demora, então, têm alguns riscos de atraso no resultado", explicou.
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Longuini enfatizou que caso os mesários não consigam encaminhar os dados para o tribunal em tempo hábil, eles têm orientação para se dirigirem à seção mais próxima e enviar os números. "Aí começa todo o trabalho, se for helicóptero vai ter deslocamento de urna, se for um local servido por embarcação tem todo um esquema já também estabelecido. O próprio mesário já sabe que ele deve tomar uma embarcação, sair do local que ele está, ir para outra seção e lá transmitir os dados", diz.
Ele explica ainda que em alguns locais o deslocamento pode durar até 7 horas. "Em algumas localidades, por barco, pode durar até 7 horas o deslocamento, aí tem o risco da transmissão ocorrer só no outro dia", ressaltou.
O presidente do TRE-AC disse ainda que mesmo em caso de imprevistos, dependendo do resultado já apurado, a contagem dessas urnas pode não fazer diferença nos resultados finais da apuração e a população vai conhecer seus novos governistas.
FAB faz o transporte de urnas para regiões isoladas do Acre (Foto: João Evangelista Souza)
Veja quais os municípios com locais isolados:
Em Assis Brasil, município acreano que faz fronteira com o Peru, são seis comunidades isoladas, todas só possuem acesso por helicóptero. O município de Brasiléia, que faz fronteira com a Bolívia, possui apenas uma reserva distante, com acesso de caminhonete 4X4.

Em Bujari, são três comunidades com acesso de barco. Já em Cruzeiro do Sul, são seis locais, sendo uma com acesso somente de helicóptero, quatro de barco e uma com caminhonete.
No município de Feijó, são nove comunidades, sendo oito por helicóptero e uma com caminhonete. Em Jordão, são três comunidades com acesso só por helicóptero. Em Mâncio Lima, cinco locais distantes, sendo o acesso todos de barco. Em Manoel Urbano são dois locais, um por barco e o outro por helicóptero.
No município de Marechal Thaumaturgo, são 12 localidades, sendo seis somente de barco e seis de helicóptero. Em Porto Walter são nove comunidades, sendo cinco com acesso de helicóptero e quatro de barco. Na capital, Rio Branco, há dois locais com acesso somente por barco. Em Rodrigues Alves são quatro locais, dois com acesso de caminhonete e dois por barco. Em Santa Rosa do Purus são três locais com acesso por helicóptero.

Sena Madureira tem quatro regiões distantes, sendo uma por caminhonete e três de helicóptero. Tarauacá tem seis comunidades, sendo todas por helicóptero. Por fim, em Xapuri são duas reservas, todas com acesso por caminhonete. 


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