segunda-feira, 10 de junho de 2013

“Muitos dos detidos são tão ou mais honestos do que os que atuaram nesta operação”, diz Jorge Viana em artigo no Jornal A Gazeta sobre a G-7

“Muitos dos detidos são tão ou mais honestos do que os que atuaram nesta operação”, diz Jorge Viana em artigo no Jornal A Gazeta sobre a G-7
Em artigo publicado na edição deste domingo, 09, no Jornal A Gazeta, intitulado “Para a injustiça, só a justiça”, o vice-presidente do Senado, Jorge Viana, volta a desqualificar a Operação G-7 da Polícia Federal, defende os membros do governo do Acre e os empreiteiros presos, critica a imprensa, coloca em xeque a honestidade dos envolvidos na Operação e insinua sem citar nomes que está decepcionado com a “omissão de outros que ajudei e achava que conhecia”.
Jorge Viana diz que o governo de Sebastião Viana vive “uma espécie de caçada” e acrescenta ainda em um dos trechos do artigo que “pessoas de instituições respeitáveis se somam com uma oposição irresponsável e medíocre para tentar macular nosso Governo”
O senador fala também sobre honestidade ao dizer que “muitos dos detidos são tão ou mais honestos do que os que atuaram nesta operação. Os que conduziram esta ação aguentariam um dia de interceptação telefônica?” pergunta Viana.
Leia na íntegra o artigo de Jorge Viana publicado em A Gazeta
Para a injustiça, só a justiça
O que o Acre vive nos últimos anos e, mais recentemente, o Brasil experimenta são conquistas extraordiná-rias. No Acre, por exemplo, tem um grande consenso de que nosso Estado mudou muito e para melhor. Uma mudança que alcançou fortemente a vida de todos, especialmente os mais pobres. Não foi uma mudança qualquer, circunstancial ou passageira. Foi uma transformação profunda que resgatou algo precioso que tínhamos perdido: a autoestima acreana. Somos um povo que canta seu hino e reverencia sua história.
Graças à possibilidade que só a democracia permite, por meio do voto, conseguimos a  oportunidade de governar e mudar o Acre. As mudanças estão aí pra quem quiser ver. Na Capital e no interior, na saúde, educação, produção e infraestrutura. Ainda na área de desenvolvimento econômico. Houve conquistas sociais e garantimos a valorização da floresta. Isso com o fortalecimento das instituições e assegurando sempre o cuidado com nosso povo.
Apesar dos extraordinários resultados e dos indicadores socioeconômicos invejáveis, a vida de nossos governos não tem sido fácil. No plano nacional, enfrentamos uma ação dirigida contra Lula, Dilma e o PT. Aqui no Acre, mesmo com os frutos do trabalho estando presentes em toda a parte, mesmo com o esforço e a dedicação do governador Tião Viana e sua equipe, e dos que atuam na atividade privada, vivemos uma espécie de caçada.
A intitulada Operação G-7, forjada no desrespeito à Constituição e aos direitos individuais, representa a medio-cridade, a intolerância, a incapacidade de alguns em lidar com espaços de poder. Há quem busque promoção pessoal graças a ações espetaculares. Pessoas de instituições respeitáveis se somam com uma oposição irresponsável e medíocre para tentar macular nosso Governo e pôr fim a esta fase de prosperidade que o povo acreano vive.
A Operação G-7 é tudo, menos uma ação de combate à corrupção e por justiça. Ao contrário, interesses tão nobres como esses, lamentavelmente, foram deixados de lado.
Esta ação só encontra apoio na má informação ou na desinformação. E naqueles que são órfãos do Acre dos tempos do crime organizado, desmandos e corrupção. E ainda naqueles, que desprovidos de caráter, se escondem atrás do pseudojornalismo para atacar a honra das pessoas e expressar seu ódio permanente contra o Acre.
Num ato arbitrário, sem denúncia, sem julgamento, sem condenação e sem defesa, pessoas inocentes foram presas. Muitos dos detidos são tão ou mais honestos do que os que atuaram nesta operação. Os que conduziram esta ação aguentariam um dia de interceptação telefônica?
É importante que tudo seja esclarecido: os questionamentos e a própria operação. Já não tenho mais dúvida que a operação está sob suspeita. Vi nesta ação, a atuação inescrupulosa de alguns e a omissão de outros que ajudei e achava que conhecia.
Os últimos acontecimentos envolvendo meu nome e do Desembargador Pedro Ranzi, sobre uma suposta conversa que não houve, mostram bem o modo de atuação premeditada e fora da lei de servidores da Polícia Federal. Um assombro. É lamentável que uma instituição tão séria e importante para o país, como a Polícia Federal, esteja sendo desrespeitada por alguns de seus próprios integrantes.
Para piorar a situação, as arbitrariedades ocorridas na vergonhosa sessão do Tribunal de Justiça do Acre, na quarta-feira, 5 de junho, evidenciam o desapego de alguns pela Constituição. Ou pela própria Justiça.
Repito o que tenho falado. Prefiro sofrer uma injustiça do que praticar uma. Já vi e sofri injustiças na nossa terra. Quando fui cassado, tive que recorrer à Justiça fora do Acre para conseguir justiça. Lamentavelmente, a história se repete.
A honra de pessoas inocentes foi atingida. Tentam macular o governo. E não é possível separar o governo da pessoa do governador. Nunca tivemos um governo que expressasse tanto a personalidade do governador como agora. Tião é reconhecido por seu trabalho e honestidade. E assim é seu governo. Tudo que conquistamos até aqui foi fruto de um trabalho honesto e dedicado. O Acre merece respeito. O nosso governo também.
* Jorge Viana é senador (PT/AC) e vice-presidente do Senado Federal.
Luciano Tavares – da redação de ac24horas

Nenhum comentário:

Postar um comentário