segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Governo cria fundação para estimular a pesquisa no Estado

O presidente da Funtac (Fundação de Tecnologia do Acre), Luiz Augusto Mesquita, explica que com a criação da Fapac o Estado passa a ter uma entidade vai dedicar-se ao fomento da pesquisa científica.

A reforma administrativa aprovada por parlamentares na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) possibilitou ao Estado ampliar os investimentos na área de apoio à pesquisa. Para isso, foi criada a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Acre (Fapac) que será vinculada a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect).
“A fundação era uma reivindicação da classe de pesquisadores. Apenas o Acre e Roraima não tinham uma. Antes da criação da fundação a Funtac fazia esse papel, mas não trabalhava exclusivamente para isso. A Fapac vai trabalhar exclusivamente na área de projetos de pesquisa, bolsas, doutorados. Isso vai estimular a pesquisa no Acre”, destaca Mesquita.
O texto aprovado pela Aleac reforça o que disse Luiz Mesquita “É público e notório que o Estado Brasileiro, assim como o Estado do Acre, chega ao estágio de desenvolvimento que reclama maior capacidade tecnológica e científica para fazer face aos grandes desafios de competitividade e posicionamento de espaço no mercado mundial, o que nos afeta diretamente”.
O chefe-geral da Embrapa no Acre (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Judson Valentim disse que a criação da instituição no Estado alinha-se a tendência nacional de investimentos nas áreas cientifico e tecnológica.
“A Fundação de Amparo à Pesquisa é extremamente importante para o Acre que carecia de investimentos neste setor”, pontua.
O texto que propôs a instituição da Fapac, por fim, ressalta que há tempos atrás outras instituições foram criadas e hoje contribuem com a sociedade como: Instituto Bacteriológico, fundado em São Paulo, em 1892, o Instituto de Manguinhos (hoje Osvaldo Cruz), criado no Rio de Janeiro em 1901, o Museu Paulista, fundado em 1893, cujo primeiro diretor foi um zoólogo alemão e o Instituto Biológico de São Paulo, criado em 1928.
“O Acre criará pesquisadores locais e regionais, e produzirá conhecimento especializado com fins ao autoconhecimento e orientação de suas ações estatais, bem como viabilizará ampliação do olhar voltado para os problemas locais e regionais do Acre, com respeito as suas peculiaridades”, justifica o texto da proposta.

Juracy abre mobilização contra a dengue em 13 postos de saúde



O prefeito de Rio Branco em exercício, Juracy Nogueira, participou ontem de uma mobilização contra a dengue no bairro Calafate. O secretário de Saúde, Osvaldo Leal, também esteve presente e ambos pediram que os moradores continuassem seguindo as orientações dos agentes de saúde quanto aos cuidados para evitar a proliferação do mosquito aedes aegipty, o transmissor da dengue. “Devemos manter os cuidados com nossos quintais, mantendo-os limpos e livre do mosquito”, disse o prefeito. “Os casos estão muito menores que no ano passado, mas de modo algum a gente pode descuidar. Ao contrário, devemos redobrar os cuidados, uma vez que o período é de intensa chuva com períodos de sol forte, o que facilita a proliferação do mosquito”, completou Osvaldo Leal.
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NO Calafate, pelo menos 40 pessoas participaram do ato
Integrantes do Grupo da Terceira Idade do Calafate conduziram o grupo de agentes, lideranças comunitárias e profissionais em saúde pelas ruas do bairro, portando faixas e distribuindo material informativo sobre a dengue. Voluntários como Terezinha Lira, 76, percorreram casas alertando os moradores sobre o perigo da dengue. “Estou muito feliz em estar aqui fazendo esse trabalho”, disse Terezinha, que mora no Calafate desde 1941.
A mobilização denominou-se “arrastão contra a dengue” e ocorreu simultaneamente em outras 12 unidades de saúde da capital. No mês passado, pactou-se que as unidades estariam mobilizando seus profissionais para esse tipo de atividade. No Calafate, pelo menos 40 pessoas participaram do ato. A incidência da dengue caiu 30% nas cinco primeiras semanas de 2012 em comparação ao mesmo período do ano passado, quando Rio Branco viveu uma grave epidemia da doença. Foram 10.918 notificações em 2011 contra 997 em 2012.

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