quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

No ritmo atual, a devastação mudará o ciclo de chuvas e logo poderá ser tarde demais para salvar a Floresta Amazônica


A Floresta Amazônica está sendo devastada como se nunca fosse acabar. Já não é possível continuar nesse ritmo, pois estamos nos aproximando do ponto em que não haverá mais volta. Simulações feitas em computador pelo meteorologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, de São José dos Campos, indicam que a floresta desaparecerá quando a perda atingir entre 40% e 60% da cobertura vegetal. Não falta muito, pois nos últimos quarenta anos a mata encolheu 17%. A razão disso é o delicado equilíbrio do sistema de chuvas na região. Metade da precipitação pluviométrica é formada pelas massas de ar úmido provenientes do Oceano Atlântico, uma fonte inesgotável de umidade. O restante é alimentado pela transpiração das plantas e pela evaporação da água dos rios, do solo e da superfície das folhas. Essa fonte é destruída com a vegetação. No ritmo atual de devastação, a maior floresta tropical do planeta será substituída por uma vegetação típica de cerrado em apenas cinqüenta anos. Ou em trinta, de acordo com o prognóstico mais pessimista, que levou em conta a possível aceleração no ritmo de desmatamento. 

"Como metade da chuva na Amazônia é criada pela própria floresta, a destruição será muito mais rápida e irreversível do que foi a da Mata Atlântica, onde a chuva depende sobretudo da umidade vinda do mar", diz o engenheiro agrônomo Enéas Salati, diretor da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, do Rio de Janeiro, e autor do estudo que desvendou o ciclo hidrológico da Amazônia. A redução do volume das chuvas seria apenas uma das conseqüências do rompimento do ciclo das águas na Amazônia. O calor que antes era amenizado pela evaporação da água retida na mata passaria a se concentrar no ar, provocando o aumento da temperatura. O clima da região ficaria mais quente e seco, o que dificultaria a sobrevivência de plantas e animais habituados ao ambiente úmido atual. Uma simulação em computador do que aconteceria com o ambiente da Floresta Amazônica indica que alterações significativas devem começar a ocorrer quando a perda de cobertura vegetal chegar a 20% – ou seja, um índice que estamos próximos de atingir.

Jiboia repousa nos galhos de uma árvore (Foto:Sérgio Vale/Secom)

                   Jiboia repousa nos galhos de uma árvore


Um giro no interior do Acre

Quintal alagado apagou o fogo do carvão
A cheia do Rio Juruá não prejudica apenas o conforto das famílias que têm as casas atingidas pela cheia, os quintais alagados e passam a depender de canoas para se locomover. O Rio Moa, que deságua no Juruá, também está com o nível elevado e as famílias estão ilhadas.
Família sobrevive da venda de carvão e a cheia do Môa impede a atividade. Crianças não podem sair de casa e os pais não têm como sustentar os filhos (Sérgio Vale/Secom)
Família sobrevive da venda de carvão e a cheia do Môa impede a atividade. Crianças não podem sair de casa e os pais não têm como sustentar os filhos (Sérgio Vale/Secom)
Na casa de Maria Fernandes da Silva, 42, e Altemir Oliveira, 41, a situação é difícil. Com quatro filhos para criar, o casal sustenta a casa com a venda de carvão, atividade que está parada por causa da enchente. “Eu também pesco. Faço ‘cambadas’ de R$ 10 com pintandinha ou mandi, e vendo. Vem um marreteiro buscar aqui. Mas não tem dado pra pescar porque tem tido tempestades, muitas chuvas, não dá pra pescar à noite. É um dinheiro que sempre ajuda, garante pelo menos o combustível pra ninguém ficar no escuro”, disse Altemir.
A família mora na margem do Moa. Os vizinhos ficam distantes. A energia está cortada e os filhos passam o dia dentro da casinha 6x3 de madeira. Todos estudam e são beneficiários do Bolsa Família. “Nossa, a gente faz de tudo pra eles estudarem. Porque eu não sei ler nem escrever, meu marido também não. Se a gente tivesse algum saber talvez conseguisse um trabalho”, disse Maria Fernandes.
A cheia do rio Juruá não prejudica apenas o conforto das famílias que têm suas casa atingidas pela cheia, seus quintais alagados e passam a depender de canoas para se locomover (Sérgio Vale/Secom)
A cheia do rio Juruá não prejudica apenas o conforto das famílias que têm suas casa atingidas pela cheia, seus quintais alagados e passam a depender de canoas para se locomover (Sérgio Vale/Secom)
Sem poder fazer carvão e com as pescarias prejudicadas, o casal tenta sobreviver. “A gente vai se virando como pode. Tá difícil. Mas vai vivendo como Deus quer”. O sacolão que a família recebeu no Natal, uma doação voluntária de um grupo de amigos, acabou ontem.


O governador Tião Viana fez questão de lembrar que a maior preocupação do governo é com a qualidade de vida da população, sem esquecer o respeito ao meio ambiente (Assessoria Sedict)

Instalação de indústria em Cruzeiro do Sul vai gerar empregos e fortalecer marcenarias da região.

O governador Tiao Viana se reuniu na tarde desta quarta-feira, 18, com empresários do setor madeireiro que vão investir na indústria florestal do Juruá, fortalecendo as pequenas marcenarias da região. O grupo prevê um investimento inicial de pelo menos R$ 7 milhões, gerando inicialmente mais de 70 empregos diretos. Mas a expectativa é de que o número de postos de trabalho aumente para 250 quando a planta industrial estiver totalmente instalada.
De acordo com o empresário Lir Ruffatto Moreira, a intenção é iniciar as atividades da indústria em abril, garantindo emprego e renda para a população do Juruá. Ele afirma que o grupo traz para o Acre muitos anos de experiência no ramo. Atualmente eles trabalham nas usinas de Jirau e Santo Antônio. “Nós escolhemos o Acre porque é um estado de referência. Nosso objetivo é trabalhar dentro da legalidade, em uma parceria com os marceneiros da região, gerando emprego e renda. Nossa maior riqueza é o nosso conhecimento e queremos ser parceiros da população acreana”, disse.
O governador Tião Viana fez questão de lembrar que a maior preocupação do governo é com a qualidade de vida da população, sem esquecer o respeito ao meio ambiente. Ele disse que o Estado será um grande parceiro dos investidores que quiserem se instalar no Acre com responsabilidade e de acordo com as leis. “Temos uma preocupação especial com a geração de emprego e renda para a nossa população. As empresas que quiserem trabalhar aqui com responsabilidade ambiental, obedecendo a nossa legislação, terão o nosso respeito e apoio”, afirmou.
Nesta quinta-feira, 19, os empresários visitam o Pólo Industrial de Cruzeiro do Sul, acompanhados pelos secretários de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Serviços, Ciência e Tecnologia (Sedict), Edvaldo Magalhães e de Florestas, João Paulo Mastrângelo.
Eles também vão conhecer e conversar com marceneiros e outros empresários do setor. “A instalação dessa indústria em Cruzeiro do Sul vai fortalecer o setor em todo Juruá e ir de encontro ao projeto do governador Tião Viana de incentivar a indústria marceneira e moveleira da região”, destacou Magalhães.
O secretário de Florestas, João Paulo Mastrângelo, fez questão de apresentar o projeto de Manejo Florestal do Governo do Estado, lembrando que todo o processo é realizado com muita transparência, de acordo com a legislação.


Nova sede do Ministério Público de Manoel Urbano


O Ministério Público de Manoel Urbano está agora com sede na Rua José Francisco do Nascimento, no Bairro São José, próximo ao prédio da Rede Amazônica de Televisao.












Responde pela Promotoria de Justiça de Manoel Urbano o Promotor Flávio Bussab Della Líbera.

Fonte: PurusOnline






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