terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Geoglifos acreanos são notícia no New York Times

Geoglifos
Essa semana os Geoglifos do Acre foram notícia no jornal The New York Times, um dos principais veículos de comunicação do mundo, com a extensa reportagem “Desenhos no solo, escondidos pela floresta, comprovam mundo perdido na Amazônia”, de Simon Romero.
Para escrever a matéria publicada no sábado, 14, o jornalista do periódico norte-americano Simon Romero esteve no Acre, onde visitou algumas estruturas e sobrevoou os geoglifos localizados na região da BR 317, no sentido Rio Branco-Boca do Acre, acompanhado pelo biólogo e bacharel em Direito, Tiago Juruá, autor do livro “Geoglifos do Acre e a proteção de sítios arqueológicos no Brasil”, e pelas pesquisadoras Antônia Damasceno e Flora Braga.
Ele também entrevistou o pesquisador Alceu Ranzi e a arqueóloga Denise Schaan, Coordenadora do Projeto Geoglifos da Amazônia. Leia, a seguir, parte da matéria livremente traduzida ou leia o original na íntegra (em inglês):

Desenhos no solo, escondidos pela floresta, comprovam mundo perdido na Amazônia


RIO BRANCO – Brazil

Alceu Ranzi, pesquisador brasileiro que contribuiu para a descoberta dos quadrados, octógonos, círculos, retângulos desenhados no solo disse que os geoglifos achados em áreas desmatadas são tão importantes como as famosas linhas de Nasca, no Peru.

“O que me mais me impressionou nos geoglifos foi a sua precisão geométrica e como eles apareceram de uma floresta onde pensávamos que era intocada, com exceção de umas poucas tribos nômades”, disse Ranzi, paleontologista que primeiro viu os geoglifos nos anos 1970 e alguns anos depois, os sobrevoou de avião.
Para alguns pesquisadores de história humana na Amazônia, os geoglifos localizados no Estado do Acre e região sugerem que as florestas da Amazônia ocidental, previamente considerada inabitada por sociedades complexas, em parte pela baixa qualidade dos solos, podem não ser tão endêmicas como alguns ambientalistas acreditam.
Ao invés de serem florestas primárias, praticamente inabitadas por pessoas, partes da Amazônia podem ter sido durante séculos o lar de grandes civilizações, com população que totalizam milhares de pessoas e morando em dezenas de cidades conectadas por redes de estradas, explica o escritor americano Charles C. Mann, autor do livro 1941. Na verdade, de acordo com Mann, o explorador britânico Percy Fawcett desapareceu em 1925, em sua busca pela “Cidade perdida de Z”, na região do Xingu.
Além de partes da Amazônia serem “muito mais densamente povoadas do que se pensava”, Mann, o autor de “1941”, um livro inovador sobre as Américas antes da chegada de Colombo disse que “essas pessoas intencionalmente modificaram o ambiente de forma duradoura”.
Como resultado de longos períodos de ocupação humana, as florestas colossais da América do Sul podem ter sido muito menores em certas épocas, com grandes áreas semelhantes a savanas.
Enquanto os pesquisadores montam a história ecológica da Amazônia, ainda é um mistério a origem dos geoglifos e a população que os construiu. Até o momento, são 290 dessas estruturas foram encontradas no Acre, além de mais 70 na Bolívia e outras 30 nos estados do Amazonas e Rondônia.
Pesquisadores primeiro registraram os geoglifos na década de 1970, após a ditatura militar encorajar imigrantes a se mudarem para o Acre e outras partes da Amazônia, usando o slogan nacionalista “ocupar para não entregar”, para justificar a ocupação que resultou no desflorestamento da região.
Mas pouca atenção científica foi dada à descoberta até que Ranzi, o cientista brasileiro, iniciou suas pesquisas no final da década de 1990, período em que pesquisadores brasileiros, finlandeses e americanos começaram a encontrar mais geoglifos utilizando imagens de satélite e pequenos aviões para sobrevoar a Amazônia.
Denise Schaan, arqueóloga da Universidade Federal do Pará, que coordena as pesquisas nos geoglifos, disse que testes de carbono indicaram que as estruturas foram construídas entre 1000 e 2000 anos atrás, e podem ter sido reconstruídas diversas vezes durante esse período.
Schaan disse que inicialmente os pesquisadores achavam que as valas de até 6 metros de profundidade eram utilizadas para se defender de ataques. Mas a falta de sinais de assentamentos humanos no entorno das estruturas, como vestígios de moradias ou montanhas de resíduos, assim como modificação do solo para agricultura, desconsideraram tal teoria.
Os pesquisares agora acreditam que os geoglifos podem ter tido importância cerimo-nial, similar talvez, às catedrais medievais da Europa. Esse papel espiritual, segundo William Balée, antropólogo da Universidade de Tulane, poderia ter sido um que envolvesse “geometria e gigantismo”.
Ainda assim, os geoglifos, localizados numa região entre a cultura andina e amazônica, permanecem um enigma.
Eles estão distantes de outros assentamentos pré-colombianos descobertos na Amazônia. Grandes lacunas também permanecem sobre o que se conhece da população indígena nessa parte da Amazônia, após milhares terem sido escravizados, mortos e forçados a se retirarem de suas terras durante a corrida da borracha, que começou no final do século 19.
Para os cientistas e pesquisadores brasileiros, Schaan diz que as estruturas são “uma das mais importantes descobertas dos nossos tempos”. Mas a repovoação dessa parte da Amazônia ameaça a sobrevivência dos geoglifos, após terem ficado escondidos por séculos.
Florestas ainda cobrem a maior parte do Acre, mas em áreas desmatadas onde os geoglifos são encontrados, estradas de terra já cortam alguns das estruturas. Pes-soas vivem em casas de madeira dentro das estruturas e postes de luz estão instalados em alguns geoglifos. Fazendeiros também usam as valas como bebedouros para o gado.
“É uma pena que o nosso patrimônio esteja ameaçado desse jeito” diz Tiago Juruá, autor de um livro sobre a proteção legal de sítios arqueológicos, incluindo os geoglifos.
O biólogo Juruá relata que outros pesquisadores dizem que os geoglifos encontrados são provavelmente uma amostra do que a floresta do Acre ainda guarda embaixo de suas copas. Afinal de contas, eles afirmam que na zona rural, menos pessoas vivem hoje na Amazônia do que antes da chegada dos europeus, cinco séculos atrás.
“Essa é uma nova fronteira para a exploração da ciência”, disse Juruá. “O desafio agora é como fazer novas descobertas nas florestas que ainda estão em pé, com o desejo de que não sejam, tão cedo, destruídas”.


Justiça Eleitoral determina suspensão de propaganda irregular do PT

Marcus AlexandreO Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), em decisão liminar, atendendo a pedido do Ministério Público Eleitoral no Acre, determinou ao Partido dos Trabalhadores (PT) que deixasse de veicular propaganda partidária para fazer promoção pessoal do diretor do Deracre, Marcus Alexandre Médici Aguiar, tendo em vista a já divulgada pré-candidatura dele à prefeitura de Rio Branco nas eleições de 2012.
Segundo o desembargador Roberto Barros, que concedeu a liminar, é clara a intenção de se usar a propaganda partidária para apresentar Marcus Alexander, utilizando-se do programa para demonstrar que o pretenso candidato teria proximidade com o governo do PT e com a pavimentação da BR364.
Todas as emissoras de rádio e TV foram notificadas sobre o teor da liminar, que foi recebida pelo Ministério Público Eleitoral na última quinta-feira, 12. (Ascom MPF/AC)


Região do Rio Croa pode ganhar ‘refúgio ecológico’

CroaaaaPrepare o seu coração para grandes emoções. Navegar pelo Croa, um rio lindo, de águas escuras e matas fechadas, pode reservar surpresas. Tucanos sobrevoando o céu, jibóias em galhos de árvores, vitórias-régias flutuando sobre as águas. A região, a cerca de 20 quilômetros de Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade acreana, pode ganhar um refúgio ecológico para turismo contemplativo, dotado de toda infraestrutura necessária para receber os turistas com conforto, sem agredir a natureza ou interferir demais em sua paisagem.
O Croa é um lugar abençoado, onde é possível contemplar todo o capricho da natureza. Não se espante se começar a achar que é um dos lugares mais lindos que já visitou. Hoje o local recebe visitantes do mundo todo, mas de forma muito tímida, que chegam convidados por alguns moradores ligados a religião do Daime.
A química Paula Rabello pegou o filho de quatro anos e deixou o agito de São Paulo para passar um período na floresta amazônica, às margens do Crôa. “Eu vim visitar minha irmã, que agora mora aqui, mas estou encantada com a beleza, com a natureza e com esse clima de paz. A região tem um potencial turístico muito bom, que vai atrair um turista interessado em ter contato com a floresta, os pássaros, o rio”, comentou.
Refúgio ecológico - As 41 famílias que moram na região fazem parte de uma associação que luta para transformar o Croa numa unidade de conservação. A primeira-dama do Estado, Marlúcia Cândida, apresentou uma proposta para a construção de uma pousada com estações preparadas para o turismo contemplativo. Uma estrutura com deck à beira da estrada para estacionar os carros, loja de artesanatos, restaurante, mirante e arvorismo. A ideia é que o governo invista e que a estrutura seja fonte de renda para comunidade.
“Mas é algo que só vai sair do papel se todos concordarem e quiserem, e for para o benefício de todos. Tão logo seja aprovado, começa a construção. Esse lugar é um jardim de Deus na Amazônia”, observou o governador Tião Viana. O projeto ainda não foi discutido na comunidade, mas Davi de Paula, liderança local, defende inclusive que parte dos lucros obtidos seja destinada para a preservação do rio. Davi de Paula chegou ao Croa há cerca de dez anos e iniciou um trabalho com a comunidade, incentivando o associativismo e a luta para transformar a região numa área de preservação permanente para garantir a proteção da floresta. (Agência Acre).

Fonte: Jornal a Gazeta



Flaviano lidera gastos na Câmara Federal


Tucano Marcio Bittar foi o que apresentou maior despesa com divulgação (R$ 105.730,67) e consultoria (R$ 97 mil)


Levantamento feito pelo site UOL revela que Flaviano Melo (PMDB) é o recordista de gastos entre os oito deputados federais acreanos neste primeiro ano legislativo. Ele foi reembolsado em R$ 336.380,93, entre fevereiro e dezembro de 2011, por despesas com passagens aéreas, telefonia, serviços postais, consultoria, manutenção de escritório e combustíveis, entre outros.
Taumaturgo Lima (PT) é o vice-líder no rol dos gastadores, com direito a reembolso de R$ 320.871,57. Em seguida aparece a deputada Antônia Lúcia (PSC), com gastos que somam R$ 318.808,19, e em quarto, coladinho nela, Marcio Bittar (PSDB), cujos gastos somaram R$ 317.456,37.
Um detalhe que chama atenção no caso do parlamentar tucano, porém, são as despesas com divulgação e consultoria, nas quais ele foi o campeão. Marcio torrou R$ 105 mil em divulgação e exatos R$ 97 mil em consultoria. Neste último item, Gladson Cameli (PP), sexto da lista e Sibá Machado (PT), o sétimo, não apresentaram gastos.
politica_170112_2.jpg
                                               
No item telefonia, a deputada federal Perpétua Almeida, do PCdoB, liderou a lista de gastadores, com direito a ressarcimento de R$ 75.262,17. Em seguida aparece Gladson Cameli (R$ 45.295,47), Flaviano Melo (R$ 41.442,56), e Marcio Bittar (R$ 33.688,03). O que menos gastou em telefonemas foi o petista Taumaturgo Lima (R$ 15.914,79).
Ressalte-se que o quarto colocado no rol dos que mais gostam de falar ao telefone – o deputado Marcio Bittar – até o fim do ano passado possuía celular e internet em nome de terceiros. Ao guindar-se à Câmara Federal, ele teve o cuidado de transferir esses serviços para o próprio nome, pois assim pode exigir o reembolso dos gastos.

Números

Segundo o UOL, os reembolsos ainda devem aumentar porque os deputados têm até três meses depois da emissão da nota para informar despesas. Março é prazo final para as atualizações dos gastos dos parlamentares federais.
Os 513 deputados brasileiros custam ao país R$ 135,4 milhões, o que corresponde ao pagamento de 193 mil benefícios básicos do programa Bolsa Família, fixados em R$ 70. Esse valor não inclui os salários, de R$ 26,7 mil.
Os mais de R$ 2,33 milhões que custaram os deputados acreanos ao contribuinte seriam suficientes para remunerar 3.751 trabalhadores brasileiros que receberão o novo mínimo de R$ 622 a partir do dia 1° de fevereiro ou pagar o Bolsa Família a mais de 33 mil beneficiários do programa.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário