quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Fragmentos de sonda russa vão cair na Terra no dia 15 de janeiro

Missão da sonda era analisar uma das luas de Marte (foto D.R.)

Autoridades russas afirmaram, nesta quarta-feira (4) que fragmentos da sonda Phobos-Grunt devem cair na Terra no dia 15 de janeiro. Ainda não é possível afirmar o local exato da queda. A sonda russa Phobos-Grunt foi lançada, em novembro, para a lua marciana Phobos para uma missão que duraria dois anos e meio. A missão buscaria amostras do solo e retornaria a Terra. Mas ela ficou presa na órbita da Terra.
Entre 20 e 30 fragmentos da sonda - cujo peso total é no máximo de 200 quilos - não vão se queimar na reentrada, e deverão se espatifar na superfície da Terra, alertou a Roscosmos em um comunicado divulgado no mês passado.
Para ex-responsável de assuntos espaciais da Rússia, falha na Phobos-Grunt (na imagem) seria problema da tecnologia desenvolvida
Desde o lançamento em novembro, engenheiros russos e da Agência Espacial Europeia têm tentado, sem sucesso, tirá-la da órbita terrestre e mandá-la em direção à lua marciana Phobos.
A sonda pesa 13,2 toneladas e a maior parte de seu peso vem de uma carga de combustível extremamente tóxica. Especialistas alertaram que caso o combustível se congele, uma parte dele poderia ser derramada na Terra, representando um grande perigo se fosse lançado em áreas populosas.

Economia

Superávit cambial em 2011 é o 2o maior da história-BC.
Superávit

O Brasil registrou em 2011 o segundo maior superávit cambial de toda a história, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta quarta-feira, e profissionais do mercado acreditam que o país pode continuar atraindo grandes volumes de capitais neste ano se a situação na Europa não piorar.

O Brasil registrou em 2011 o segundo maior superávit cambial de toda a história, de acordo com dados do Banco Central
O país fechou o ano passado com entradas líquidas de US$65,279 bilhões, a segunda melhor marca da série histórica do BC, iniciada em 1982. O volume de agora ficou atrás apenas de 2007, quando houve ingressos de US$87,454 bilhões, mas é quase 170% maior do que 2010, quando o fluxo ficou em US$24,354 bilhões.
O saldo de 2011 foi composto por superávit de US$43,950 bilhões nas operações comerciais e de US$21,329 bilhões na conta financeira.
– Temos condições de manter um fluxo elevado para o Brasil. Vamos crescer mais de 3% no próximo ano e estamos esperando IED (Investimento Estrangeiro Direto) na ordem de US$55 bilhões. São números muito bons considerando que este ano não deve ser fácil para a economia mundial– afirmou o diretor da Ativa Corretora, Álvaro Bandeira, que não fez uma projeção para o fluxo neste ano.
Para o economista, a atratividade da economia brasileira também se deve à elevada taxa básica de juros, hoje em 11,00% ao ano, a despeito de expectativas de queda nos próximos meses.
De acordo com o último relatório Focus do BC, o mercado espera que a economia brasileira cresça 3,30% neste ano e que o IED totalize US$55,00 bilhões. Os agentes apostam ainda que a Selic terminará este ano em 9,5%.
A própria autoridade monetária projeta que o IED ficará em US$50 bilhões em 2012, ano em que a economia crescerá 3,5 %. A cifra, ainda que robusta, é menor à previsão de 2011, de US$65 bilhões em IED para o país.
Bandeira ponderou ainda que o fluxo de capitais ao Brasil seguirá dependente do noticiário internacional, sobretudo da crise de dívida na zona do euro. “Se a aversão a risco crescer, o Brasil vai ser afetado e podemos ter uma diminuição desses fluxos.”
Em dezembro, o fluxo cambial brasileiro registrou saldo negativo de US$1,943 bilhão, com saldo positivo de US$1,681 bilhão na conta de comércio e negativo de US$3,625 bilhões no segmento financeiro.

Credibilidade em alta

Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, que não trabalha com um cenário de ruptura no exterior, o ponto forte do Brasil no atual momento econômico é a credibilidade que o país construiu nos últimos anos. “Nossos fundamentos são sólidos, isso faz a diferença”, afirmou.
Mesmo com crise, o mercado acredita que ofluxo pode melhorar ainda mais no médio prazo. O diretor de tesouraria do Banco Prosper, Jorge Knauer, enxerga dois momentos para o cenário de fluxo cambial neste ano: um primeiro semestre de ingressos mais contidos, enquanto que nos últimos seis meses do ano o fluxo pode ficar mais forte, em meio à aceleração da economia doméstica e a perspectivas de que não haja um agravamento da crise na Europa.

Volta da posição vendida

Após três meses sustentando posições compradas no mercado à vista, os bancos fecharam dezembro com exposição vendida -quando as apostas são de valorização do real frente ao dólar- de US$1,583 bilhão. Até o dia 16 de dezembro, os bancos tinham posição comprada de US$717 milhões.
Segundo o operador de câmbio de uma corretora paulista, o movimento reflete ajustes nas carteiras das instituições após o BC ter sinalizado que atuará no câmbio se necessário. “Aliviou um pouco o medo do pessoal”,





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