quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Acre registra maior redução de casos de malária do Brasil

Ministério da Saúde revela que casos de malária no Estado caíram quase 40% ano passado

O Acre teve a menor redução do número de casos de malária na Amazônia e no Brasil de janeiro a outubro do ano passado, quando foram notificados no estado 17.176 casos contra os 28.125 casos registrados no mesmo período de 2010, com redução de 38,9%, percentual bem superior à queda de 23% observada em toda a região.
Os dados são do Ministério da Saúde, que divulgou ontem o balanço da situação da malária nos primeiros 10 meses de 2011 nos nove estados da Amazônia Legal, que respondem por 99% dos casos de malária do Brasil. Em toda a Amazônia, de janeiro a outubro, foram registrados 217.298 casos contra os 281.586 casos notificados no mesmo período de 2010. As internações na região também diminuíram de 3.859 em 2010 para 3.215 no ano passado, com redução de 17%.
Resultado do reforço das medidas tomadas pelo governo Tião Viana para combater essa doença que tanto atormenta a população do interior, a redução dos casos de malária no Acre segue uma tendência de declínio da doença no estado, que tem contado, nos últimos anos, com a ação dos mosquiteiros impregnados de inseticidas que impedem a ação dos mosquitos nas residências amazônicas.
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A MALÁRIA é transmitida pelo mosquito Anopheles albimanus
Muito usados nos países asiáticos, os mosquiteiros impregnados com inseticidas foram trazidos para o Acre pela ação política do então senador e hoje governador Tião Viana e já se transformaram na principal arma usada pelo Ministério da Saúde para combater a malária em toda a região amazônica.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comemorou os resultados da redução da doença na Amazônia. “Estamos animados porque vencemos mais uma batalha e conseguimos a diminuição dos casos de malária. Agora, vamos agir antecipadamente para intensificarmos o trabalho nas áreas consideradas endêmicas”, disse Padilha.
A diminuição do número de casos foi verificada na maioria dos estados da Amazônia Legal. Além da queda de 38,9% no Acre, a redução na malária se deu em 23% no Amazonas, 17% no Maranhão, 28% no Mato Grosso, 30% em Rondônia, 33% em Roraima 33%, 30% no Tocantins e 18% no Pará. Somente no Amapá foi registrado acréscimo de 8%, quando o número de infecções pelo Plasmodium falciparum passou de 39.978 de janeiro a outubro de 2011 para 24.634 no mesmo período de 2010. O Plasmodium falciparum é um dos três protozoários do gênero que causam a malária na região, provocando a forma grave da doença.
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, assinalou que a diminuição dos casos de malária é conseqüência da descentralização das ações de prevenção e controle da doença, da inclusão de derivados de artemisina no tratamento dos pacientes e do atendimento até 72 horas depois do aparecimento dos primeiros sintomas. “O engajamento de gestores, agentes de saúde e entidades parceiras, também contribuiu para a diminuição desse quadro”, assinalou Barbosa.


Outras Notícias

Brasil e Peru passarão a exigir visto de haitianos para controle de fluxo.       


Nesta terça-feira, 10, os governos brasileiro e peruano anunciaram novas medidas para diminuir o fluxo de haitianos. Assim como o governo peruano, que divulgou em seu Diário Oficial decreto sobre a obrigatoriedade do visto, o governo brasileiro também passará a exigir que a entrada de haitianos seja regularizada. A solicitação deve ser feita na embaixada do Brasil, no Haiti. O objetivo é controlar o fluxo de pessoas para não comprometer o tratamento e a ajuda humanitária que o governo brasileiro oferece aos refugiados.
Os vistos autorizados no Haiti não poderão ultrapassar o limite de 100 por mês. O documento terá duração de cinco anos e nesse período será necessário informar à Polícia Federal dados da situação do imigrante, como endereço e trabalho.
Dentre as novas medidas que serão executadas pelo governo do Brasil, está a continuidade na expedição de documentação para os imigrantes que já estão no país.
Segundo o Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Nilson Mourão, o Governo Federal também vai manter o repasse de recursos da União para os Estados do Acre e Amazonas, garantindo o atendimento humanitário aos haitianos que já estão nesses estados.

Oportunidades e solidariedade

A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) tem recebido de grandes empresas do país várias propostas de emprego direcionadas aos haitianos, principalmente na área da construção civil. Há também pequenas empresas do Acre e até mesmo moradores da zona rural que oferecem emprego e moradia para famílias de haitianos.
Nesta quarta-feira, 11, um grupo de jovens socialistas representando a sociedade civil do Acre, se reuniu com servidores da Sejudh para propor atividades de ajuda aos haitianos. A ideia é arrecadar roupas, calçados e principalmente produtos de higiene pessoal. Serão definidos vários locais de coleta das doações e a entrega será realizada pelos jovens.
A representante da juventude socialista, Carol Arruda, falou da importância de ajudar ao próximo e criticou a postura de pessoas que não vêem com bons olhos a ajuda do governo para os haitianos. “Estamos dispostos a ajudar, queremos combater também qualquer tipo de preconceito, nós como jovens devemos puxar essa corrente”, pontuou. 

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