quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Brasilia Capital da Corrupição

Dilma aprova indicação de Mendes Ribeiro para ministro da Agricultura.



O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou nesta madrugada que a presidente Dilma Roussef aceitou a indicação do deputado federal Mendes Ribeiro (PMDB-RS), líder do governo no Congresso, para ministro da Agricultura, substituindo Wagner Rossi. A notícia também foi confirmada no Twitter pelo deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara.
A escolha de Mendes Ribeiro para a Agricultura foi antecipada na noite desta quarta-feira pelo colunista Ilimar Franco. Wagner Rossi pediu demissão após denúncias de irregularidades na pasta. Segundo Raupp, Mendes Ribeiro será oficialmente anunciado como ministro nesta quinta-feira e tomará posse na segunda ou na terça-feira da próxima semana.
Parlamentares peemedebistas confirmaram ao GLOBO que o nome de Mendes Ribeiro foi bem recebido no Palácio do Planalto. A decisão do PMDB foi tomada depois de uma reunião da bancada do partido na Câmara, onde os deputados referendaram a indicação de Mendes.
A ida de Ribeiro para o ministério abre vaga na Câmara para a volta de Eliseu Padilha, que é suplente e já foi ministro dos Transportes no governo Fernando Henrique. Padilha é muito próximo de Temer.

Ministros corruptos de Lula caem no governo Dilma
Em seis meses de governo, a presidente Dilma fez quatro alterações no primeiro escalão, e dois de seus ministros já podem ser considerados maus resquícios do governo Lula: o ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci, e o agora ex-ministro dos transportes Alfredo Nascimento.
A queda de Nascimento traz à tona uma equação que pode ter um resultado complicado para a presidente Dilma Rousseff. 
Primeiro fica no ar a dúvida se Dilma é menos tolerante com a corrupção do que seu antecessor (e padrinho), o ex-presidente Lula — já que este é o segundo ministro “herdado” que deixa o cargo por corrupção.
E se esta comparação com o ex-presidente não lhe trará problemas dentro do PT, que tem a clara intenção de colocar Lula novamente no poder.
Depois, o fato de ela não ter força política para simplesmente se desfazer dos 40 deputados federais e cinco senadores que formam a bancada do PR, partido liderado por Nascimento e que irá indicar um novo ministro para pasta. Ou seja, o próprio Nascimento nomeará seu sucessor.
Ainda nos tempos em que a presidente ocupava a Casa Civil, ela já não considerava Nascimento confiável. Isso porque o Ministério dos Transportes, que ele comandava há sete anos, é alvo constante de denúncias de irregularidades.
Em 2003, assim que assumiu o cargo, o ministério sofreu uma imensa fiscalização dos auditores do Tribunal de Contas da União, que identificaram uma série de problemas na operação Tapa Buracos.
Ele deixou o cargo para disputar e ganhar as eleições para o Senado e quando reassumiu, em 2009, novos escândalos, com um vídeo publicado pelo jornal Correio Braziliense, vieram à tona. O caso foi relembrado esta semana pela revista Isto É.
No vídeo Alfredo Nascimento aparece negociando com Valdemar Costa Neto a liberação de verbas públicas para cooptar deputados para o PR. Mas este foi só o mais um caso, pois desde o último sábado denúncias envolvendo o senador vêm sendo publicadas.
A gota d’água mesmo foi o fato de uma das empresas de seu filho, Gustavo Morais Pereira, ter tido um crescimento de 86.500% em três anos.
Já Antonio Palocci teve plena aceitação de Dilma após coordenar a sua campanha eleitoral. Depois de eleita a presidente via Palocci como o seu homem de confiança. Mas não teve jeito.
Com as denúncias do jornal Folha de S. Paulo de que seu patrimônio aumentou em 20 vezes entre 2006 e 2010, quando era deputado federal do PT pelo estado de São Paulo, o então ministro-chefe da Casa Civil anunciou seu afastamento no dia sete de junho. Um mês depois o governo de Dilma sofre seu segundo desfalque.
Escândalos de corrupção também foram amplamente divulgados pela imprensa durante o governo Lula. Mas, fato é que Dilma, com o conhecimento administrativo que tem, consegue perceber as falcatruas em contratos.
A última edição da revista Veja descreveu a reunião da presidente com os diretores do Ministério dos Transportes em que ela diz que o superfaturamento estava visível.
Dilma aparentemente tem disposição para combater a corrupção, o que ela não tem é força. Já que foi eleita por uma coligação – o maior número de partidos políticos já reunidos desde a redemocratização, e não pode andar fora da cartilha combinada com seus aliados.
Uma boa demonstração disso foram às ameaças de rebelião das bancadas do PR no Senado e na Câmara caso o nome do preferido de Dilma para assumir os Transportes, o ministro interino Paulo Sérgio Passos, fosse confirmado como o novo titular do ministério. Ao que parece, Dilma terá mesmo muitos problemas nos próximos três anos e meio.

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