quarta-feira, 8 de junho de 2011

VERGONHA ACREANA - DEPUTADA ACONSELHA A PLATAÇÃO DE MACONHA NO ACRE

“Nestas denúncias de desmate eu queria ver o Imac aplicar multas a esses grileiros que exercem cargo de chefia no governo", disse ela.
Marileide Serafim (PSD) e o líder do governo na Aleac, deputado Moisés Diniz (PCdoB)
Defensora dos produtores rurais e contrária aos ‘excessos’ cometidos pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) em aplicar multas exorbitantes a produtores rurais que têem como único modo de sobrevivência a agricultura familiar, a deputada Marileide Serafim, (PSDB), realizou na manhã desta terça-feira (7), em seu discurso na tribuna da Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) duras criticas ao Governo do Estado.
Em meio ao seu discurso, a deputado relatou o desabafo de mais um produtor rural residente no Projeto de Assentamento Uirapuru, em Sena Madureira, que foi multado pelo Imac e não teria condições de pagar a
Marileide Serafim (PSDB) e o líder do governo na Aleac, deputado Moisés Diniz (PCdoB)
alta multa.
De acordo com Marileide, o produtor teria indagado como faria para pagar a multa e não perder sua propriedade. Em resposta, ela teria aconselhado o produtor a plantar maconha.
“Eu sinceramente não sabia o que dizer a este homem tamanha minha indignação, aí e disse: Meu irmão, o único jeito que vejo é o senhor plantar maconha. Quem não tem cão, caça com gato!”.
A resposta da deputada foi uma forma descontraída e irônica de falar ao produtor que esta seria a única forma ‘fácil’ de ganhar dinheiro em suas terras.
Segundo a deputada, o produtor teria denunciado ainda que o Instituto de Terras e Colonização do Acre (Incra) teria informado aos produtores que residem no Projeto de Assentamento Uirapuru que estará transformando o assentamento, em Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDA), obrigando assim produtores a sobreviverem somente do extrativismo.
“Nestas denúncias de desmate eu queria ver o Imac aplicar multas a esses grileiros que exercem cargo de chefia no governo.
Agora querem obrigar esses trabalhadores a viver do extrativismo, uma atividade totalmente diferenciada da exercida a anos pelas famílias que ali residem. Isso é um absurdo”, desabafou.

Fonte: Sena24horas

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