quarta-feira, 20 de abril de 2011

Santa Rosa do Purus: Histórico

A vila de Santa Rosa do Purus foi transformada em Município pela Lei Estadual N° 1028 de 28 de abril de 1992, promulgada pelo então Governador, Edmundo Pinto de Almeida Neto. O seu território, de 6.049,7 Km² , foi desmembrado do município de Manuel Urbano. Situado às margens do rio Purus, seu limite começa no marco internacional da fronteira Brasil / Peru, localizado próximo a nascente do rio Santa Rosa do Purus, limitando-se também com os municípios de Feijó e Manuel Urbano.
 Santa Rosa do Purus, juntamente com Manuel Urbano e Sena Madureira, faz parte da Regional do Alto Purus, sendo um dos municípios mais isolados do Estado, tanto física como institucionalmente. A presença do estado, a nível local e nacional, se restringe aos repasses constitucionais, podendo-se dizer, que a sua população vive no "exílio" no seu próprio país. Em Santa Rosa do Purus a presença do Estado mais marcante, são as "ondas de rádio" e o "sinal de TV", tendo em vista que as concessões de rádio e TV são uma prerrogativa do Estado.
 Esses veículos de comunicação, portanto, são os grandes responsáveis pelo lazer, pela informação e pela quebra do isolamento em que vive seu povo. O rio, no caso do Purus, é o grande articulador do espaço Regional, sendo o transporte fluvial, através de barcos e "voadeiras" o principal meio para o deslocamento de pessoas e de mercadorias que abastecem o município. O Purus também emprestou seu nome ao município, que hoje se denomina Santa Rosa do Purus, pelo fato de uma remessa do seu FPM, nos idos de 1992, ter ido parar na conta do município, seu homônimo, no Rio Grande do Sul.
 Santa Rosa do Purus se distingue do seu homônimo do Rio Grande do Sul e dos demais municípios brasileiros com o mesmo nome (Santa Rosa RS; Santa Rosa da Serra MG; Santa Rosa de Goiás GO; Santa Rosa de Lima SC; Santa Rosa de Lima SE e Santa Rosa de Vitergo SP), não apenas pelo rio, mais também pela sua exuberante cobertura vegetal, praticamente intacta. O seu meio-ambiente abriga espécies de vegetais nobres e uma grande variedade de animais, alguns deles, em processo de extinção, como a Onça Pintada, Jacaré-Açú a Ararinha Azul, entre outros.
 As atividades de caça e pesca são bastante praticadas, como um meio de subsistência da população, mas ainda não se detecta escassez da caça nem desequilíbrio no meio-ambiente em face dessa atividade. Entretanto, ela não deixa de se constituir numa questão a ser estudada e discutida. Por tratar-se de área de fronteira internacional com o Peru, o município abriga um Pelotão Especial de Fronteira PEF, do Exército Brasileiro, que vai possibilitar um pouco mais de infra-estrutura para a comunidade.
 Entre as instalações necessárias à guarda da fronteira, o exército está construindo uma pista de pouso asfáltica para aviões militares de grande porte e instalações médicas com pessoal habilitado. As datas festivas de Santa Rosa do Purus são: o 28 de abril, aniversário da cidade, e o 30 de agosto, festa consagrada a padroeira local, Santa Rosa de Lima, que tem esse nome em face do seu processo de Santificação ter ocorrido em Lima no Peru. A imagem dessa padroeira foi doada pelo Padre Antônio, de nacionalidade peruana, em 1959.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Nossa Vizinha Manoel Urbano tá de parabens - Manoel Urbano vai ganhar asfalto e escola modelo no seringal Itaúba

As ruas do município de Manoel Urbano deverão ganhar nova roupagem no verão deste ano. A prefeitura do município já providenciou a fabricação de cinco milhões de tijolos para pavimentar um quilômetro e meio de ruas. A principal avenida, que faz um círculo em toda a cidade receberá três quilômetros de asfalto.
De acordo com informações do prefeito Francisco Mendes (PP), o projeto, que deverá pavimentar quatro quilômetros e meio de ruas, tem apoio do governo estadual, que já anunciou outros investimentos para o município para este ano de 2011.
“Nosso objetivo é dar uma melhor qualidade de vida a todas as pessoas que moram aqui. O governador Tião Viana irá anunciar outros benefícios ainda neste
emestre”, adianta
Josenias: escolas informatizadas e com internet
No próximo dia 16 de abril o secretário de Educação, Josenias Mendes, estará se deslocando ao seringal Itaúba, onde deverá inaugurar uma escola modelo com capacidade para atender cerca de cem alunos.
No projeto, consta a instalação de uma sala de informática com acesso a internet , sala do professor, refeitórios, dois banheiros e cinco salas de aula.
Josenias informa que dez escolas do município serão equipadas com laboratórios de informática. “Nosso município conta com trinta escolas, sendo que 25 delas estão na zona rural. Até o final de 2012 todas elas estarão oferecendo aulas de informáticas”, garante.
Manoel Urbano foi o município que mais se destacou no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Saltou de 1.8 em 2007 para 4.0 em 2009. “Além do esforço de todos os servidores da educação, temos recebido ajuda do governo do estado e do Instituto Dom Moacir. Por isso conseguimos essa excelente aprovação”, destaca o secretário.

Fonte: ContilNet.com



Todo o mundo é brega, seja você brega também!
isaias lima e dayane
Isais Lima e Dayane

Foto: Evaldo Freire
O Cantor Evaldo Freire se apresentará na festa do dia 28 de abril, dia em que o Município de Santa Rosa do Purus comemora 19 anos de emancipação politica, a festa contará inda com a participação da Banda Isais Lima e Dayane, tudo para você que vinher prestigiar a programação dos festejos do aniversário de Santa Rosa.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Prefeito José Brasil rumo a Brasília

Viaja nesta quarta-feira dia 13 rumo a Capital Federal o Prefeito José Brasil e o Presidente da Câmara Rosimar Lima de Oliveira, onde irão se reunir com membros da Bancada Federal para discutir estrategia no sentido de agilizar a liberação dos recursos adquiridos através de emendas parlamentar.
Foto:José Brasil

Foto: Presidente da Câmara Rosimar

segunda-feira, 11 de abril de 2011

As aguas do rio purus continua subindo

Em pleno mês de abril as chuvas não dão trevas, o Rio Purus já se encontra com as aguas nas vargens, pelas fotos dá para se notar que falta pouco para chegar na Rua Profiro de Moura, Rua que a faz frente com o Rio Purus.

sábado, 9 de abril de 2011

Tião Viana leva investimentos para Santa Rosa do Purus


No mês em que Santa Rosa, menor município acreano, às margens do rio Purus, completa 19 anos de emancipação, a cidade recebe R$ 5 milhões em investimentos do Governo do Estado. A boa notícia foi anunciada na manhã de ontem pelo governador Tião Viana.
Entre as boas novas, o diretor do Departamento de Estradas e Rodagens do Acre, Marcus Alexandre, anunciou a conclusão da pista de pouso, com a construção de mais 500 metros, pátio de estacionamento, área de giro e terminal de passageiros. E, para garantir o direito de ir e vir da população, a oferta de voos será ampliada para duas frequências semanais, com o subsidio do Governo do Estado. Os investimentos na pista de pouso, que passa a ter 1100 metros, são de R$ 1,7 milhão.
Santa Rosa também recebeu investimentos no setor de produção familiar e para as comunidades indígenas Kaxinawá e Kulina, no valor de 1,2 milão, anunciados pelo secretário de Agroextrativismo e Produção Familiar, Lourival Marques Filho. Além da entrega de três mil pintos de frango caipira e ração, foi anunciado o programa de Garantia da Compra da Produção, entrega de sementes de mucuna para roçados sustentáveis, milho e feijão. Na área de piscicultura serão construídos dez tanques. O município foi contemplado com duas casas de farinha modernizadas e cinco estufas para hortaliças.
O secretário Gildo César Pinto, do Departamento de Pavimentação e Saneamento (Depasa), anunciou a pavimentação de mais de três quilômetros de ruas e uma parceria com a olaria municipal que vai garantir geração de renda para a comunidade, recursos esse no valor de 2 milhões.
“Em abril Santa Rosa completa 19 anos de emancipação e recebe de presente água tratada 24 horas nas torneiras, com a entrega do reservatório de 200 mil litros que está em fase final da obra. Com a pavimentação das ruas, 100% das vias da cidade terão acesso pavimentado”, disse Gildo.
O prefeito agradeceu os benefícios: “É uma honra receber o governador Tião Viana e sua comitiva para anunciar tantos investimentos importantes para Santa Rosa, que é o menor município do Acre e está recebendo de uma vez só mais de R$ 5 milhões em áreas essenciais para o desenvolvimento e o bem estar da nossa população”, disse o prefeito de Santa Rosa, José Brasil.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O Acre e seus municípios

Foto áerea de Snta Rosa do Purus
O desmembramento dos Departamentos não bastou para acalmar os ânimos autonomistas, assim, em 1920 o governo federal extinguiu os departamentos e criou o Governo Geral, com o Governador nomeado diretamente pelo Presidente da Republica. Em 1938, Getulio Vargas decretou a criação de mais dois municípios para o Acre: Feijó e Brasília (atual Brasiléia).


O Acre com seus 164.221,36 km², em  relevo de planície com ondulações, representa 4,26% da região Amazônica e 1,92% do território nacional. Está dividido regionalmente em duas micro-regiões: Região do Juruá e Região do Purus, definidas assim devido às características dos principais afluentes do Amazonas, Juruá e Purus que formam micro-bacias no Estado.
Politicamente, e para uma melhor administração, foi dividido em cinco regionais de desenvolvimento: Regional do Alto Acre (Xapuri, Brasiléia, Epitaciolândia e Assis Brasil); Regional do Baixo Acre (Acrelândia, Porto Acre, Plácido de Castro, Senador Guiomard, Capixaba, Rio Branco e Bujari); Regional do Purus (Sena Madureira, Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus), Regional do Tarauacá/Envira (Feijó, Tarauacá e Jordão) e Regional do Juruá (Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo).
O Acre era território boliviano quando foi ocupado por brasileiros nordestinos que vieram atraídos pela exploração da borracha em fins do século XIX. Depois virou Império, sob o comando do espanhol Galvez, voltou a ser da Bolívia e, finalmente, em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis entre o Brasil e a Bolívia passou a ser Território brasileiro.
A partir daí vieram divisões administrativas, primeiro em três Departamentos: Alto Juruá (com sede em Cruzeiro do Sul), Alto Purus (em Sena Madureira) e Alto Acre (em Xapuri). Essa divisão durou até 1912, quando o governo federal resolveu desmembrar o Departamento do Alto Juruá (o maior na época), a fim de desestruturar as revoltas de ideais autonomistas que lá aconteciam. Com o decreto nº. 9.831, de 23 de outubro de 1912, o mesmo que criou o novo Departamento do Alto Tarauacá, foram criados os cinco primeiros municípios do Território do Acre: Purus (hoje Sena Madureira) Rio Branco, Xapuri, Juruá (hoje Cruzeiro do Sul) e Tarauacá.
A situação de Território continuou deprimente, com pouco recurso repassado pelo Governo Federal; os vereadores já podiam ser escolhidos pela população, mas o Governador não. Em 1957, o Deputado Federal José Guiomard dos Santos apresentou no Congresso Nacional o projeto de transformação do Acre em Estado, o que aconteceria apenas em 1962.
Naquele ano, José Guiomard disputou a primeira eleição para governador com o professor José Augusto (acreano que estudava no Rio de Janeiro) e perdeu. Em 1964 veio o Golpe Militar que destituiu o governador e manteve o poder centralizado, durante 20 anos, com governantes nomeados pelo Presidente da República. O professor Geraldo Mesquita, que governou o Estado no período 1975/1979, em 1976 criou mais seis municípios: Mâncio Lima, desmembrado de Cruzeiro do Sul; Senador Guiomard e Plácido de Castro, desmembrado de Rio Branco, Epitaciolândia, desmembrado de Brasiléia, Manuel Urbano e Assis Brasil, desmembrados de Sena Madureira.
Em 1982 foi liberada eleição direta para governador e o deputado federal Nabor Teles da Rocha Júnior foi eleito pelo PMDB. Flaviano Melo, também do PMDB o sucedeu em 1986. Nas eleições de 1990, entretanto, o partido governista ganhou o governo com Edmundo Pinto, que em 1992 criou mais municípios: Acrelândia, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Jordão, Marechal Thaumaturgo, Porto Acre, Porto Walter, Rodrigues Alves e Santa Rosa do Purus.
Atualmente o Acre possui 22 municípios, duas micro-regiões geográficas e cinco regionais de desenvolvimento político-administrativo.
Com essa pequena introdução, daremos início a uma série com informações históricas, geográficas e políticas de cada município, com bases nas pesquisas do ZEE (Zoneamento Ecológico Econômico), Patrimônio Histórico Cultural do Acre e SEIAM (Sistema Estadual de Informações Ambientais do Acre).

terça-feira, 5 de abril de 2011

As 7 pragas da Amazônia

1 FOGO
As queimadas causam perdas de 121 milhões de dólares por ano. Considerada a emissão de carbono, os prejuízos chegam a 5 bilhões de dólares.

2 MADEIREIRAS
Há mais de 3 000 empresas cortando árvores. Para cada unidade retirada, os madeireiros danificam pelo menos outras quinze árvores.
3 ESTRADAS
Mais de 80% das queimadas acontecem perto das rodovias. A colonização se dá ao longo de 100 000 quilômetros de estradas clandestinas.
4 GARIMPOS
Além de poluírem os rios e devastarem reservas ambientais, os garimpeiros foram responsáveis pela chegada da aids às aldeias indígenas.
5 PASTAGENS
A soja avança sobre pastos antigos e capitaliza pecuaristas, que abrem novas áreas na mata. Cerca de 12% da Amazônia já virou pasto.
6 CORRUPÇÃO
Só a Operação Curupira, realizada em junho, prendeu 47 funcionários do Ibama envolvidos na exploração ilegal da floresta.
7 BUROCRACIA
De 539 milhões de reais em multas aplicadas em 2004, só 63 milhões de reais foram pagos e apenas 3 milhões de reais ficaram com o Ibama.


A Floresta Amazônica está sendo devastada como se nunca fosse acabar. Já não é possível continuar nesse ritmo, pois estamos nos aproximando do ponto em que não haverá mais volta. Simulações feitas em computador pelo meteorologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, de São José dos Campos, indicam que a floresta desaparecerá quando a perda atingir entre 40% e 60% da cobertura vegetal. Não falta muito, pois nos últimos quarenta anos a mata encolheu 17%. A razão disso é o delicado equilíbrio do sistema de chuvas na região. Metade da precipitação pluviométrica é formada pelas massas de ar úmido provenientes do Oceano Atlântico, uma fonte inesgotável de umidade. O restante é alimentado pela transpiração das plantas e pela evaporação da água dos rios, do solo e da superfície das folhas. Essa fonte é destruída com a vegetação. No ritmo atual de devastação, a maior floresta tropical do planeta será substituída por uma vegetação típica de cerrado em apenas cinqüenta anos. Ou em trinta, de acordo com o prognóstico mais pessimista, que levou em conta a possível aceleração no ritmo de desmatamento.
"Como metade da chuva na Amazônia é criada pela própria floresta, a destruição será muito mais rápida e irreversível do que foi a da Mata Atlântica, onde a chuva depende sobretudo da umidade vinda do mar", diz o engenheiro agrônomo Enéas Salati, diretor da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, do Rio de Janeiro, e autor do estudo que desvendou o ciclo hidrológico da Amazônia. A redução do volume das chuvas seria apenas uma das conseqüências do rompimento do ciclo das águas na Amazônia. O calor que antes era amenizado pela evaporação da água retida na mata passaria a se concentrar no ar, provocando o aumento da temperatura. O clima da região ficaria mais quente e seco, o que dificultaria a sobrevivência de plantas e animais habituados ao ambiente úmido atual. Uma simulação em computador do que aconteceria com o ambiente da Floresta Amazônica indica que alterações significativas devem começar a ocorrer quando a perda de cobertura vegetal chegar a 20% – ou seja, um índice que estamos próximos de atingir. "Se o ritmo da devastação não for contido, em poucas décadas toda essa biodiversidade desaparecerá da superfície terrestre sem que o homem tenha sequer sido capaz de conhecer toda a sua riqueza", diz o biólogo americano Thomas Lovejoy, presidente do Centro H. John Heinz III para Ciência, Economia e Meio Ambiente, dos Estados Unidos.