terça-feira, 15 de março de 2011

Desmembrando Santa Rosa do Purus - Acre

O Município situa-se na margem direita do rio Purus e foi desmembrado de Manuel Urbano quando se transformou em município no dia 28 de abril de 1992. Sua implementação só aconteceu a partir do dia 1° de janeiro de 1993 quando o prefeito, vice-prefeito e vereadores tomaram posse de seus respectivos cargos. Seu nome faz referência aos rios Santa Rosa e Purus que banham a localidade.
Foto: Vista áerea
Em 1904, a região onde hoje se localiza o município de Santa Rosa do Purus também foi palco de confronto entre brasileiros e peruanos, em razão da falta de demarcação de limites. Estes limites foram estabelecidos somente a partir da Expedição de Euclides da Cunha à região em 1905, tendo definido Santa Rosa do Purus como ponto terminal da ocupação brasileira no rio Purus e dando origem ao Tratado do Rio de Janeiro de 1909, entre Brasil e Peru.
O acesso ao município é feito por via fluvial através do Rio Purus e aéreo em aeronaves de pequeno porte. Por conta do isolamento, a localidade possui uma forte dependência econômica do município de Sena Madureira. As principais atividades econômicas desenvolvidas em Santa Rosa são o extrativismo vegetal de borracha e madeira, a agricultura de subsistência, a pecuária extensiva e a pesca.
O município possui a menor população do Acre e ocupa o nono lugar em extensão territorial.
Santa Rosa do Purus limita-se ao norte com os municípios de Manuel Urbano e Feijó; ao sul, com a República do Peru; a leste, com o município de Manuel Urbano e a oeste, com o município de Feijó.

Terras Indigenas

O município de Santa Rosa do Purus possui duas terras indígenas que concentram um grande número de habitantes indígenas. Na Terra Indígena Alto Purus, localizada em parte dentro de Santa Rosa do Purus, habita o povo Kaxinawá e Kulina da família lingüística Pano e Arawá. O povo Kulina tem uma cultura de festas, de rituais de formação de guerreiros, pescarias e caçadas coletivas. O povo Ashaninka já foi chamado de Kampa por outros povos e pela população regional, ignorando sua autodenominação que é Ashaninka, são também conhecidos como povo de arribação devido ao seu forte caráter nômade. O acesso a essas terras se faz subindo o rio Purus a partir de Manuel Urbano.

Projetos e Assentamentos

Santa Rosa do Purus conta com apenas um projeto de assentamento, o PA Santa Rosa, com 50 famílias assentadas em uma área de 37.460 hectares. O município é constituído em parte por terras devolutas da União, o que faz com que disponha de um estoque suficiente de espaço para assentar ainda muitas famílias.

Unidades  de Conservação

A Floresta Nacional Santa Rosa do Purus, localizada no Município, foi criada com o objetivo de promover o manejo de uso múltiplo dos recursos naturais, a manutenção e proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade. Entre as ações que devem ser desenvolvidas na unidade, consta a recuperação de áreas degradadas, a educação ambiental, bem como o apoio ao desenvolvimento sustentável dos recursos naturais das áreas limítrofes.
Criado em 2004, o Parque Estadual Chandless ocupa uma área de aproximadamente 695 mil hectares de floresta preservada, localizada entre a Terra Indígena Alto Purus, a Resex Cazumbá-Iracema e a faixa de fronteira com o Peru. Esta característica favorece a função do parque como corredor ecológico e área de preservação da floresta amazônica. Os objetivos da criação do Parque são a preservação dos ecossistemas naturais, a realização de pesquisa científica e de educação ambiental, assim como o turismo ecológico de acordo com um plano de manejo.

Localização

Distância por via fluvial para M. Urbano - 374 km
Distância da capital em linha reta - 300 km

Aspectos GeográficosÁrea - 6.140 km²

População - 4.612 hab, fonte IBGE censo 2010
Densidade demográfica - 0,64 hab/km²

 Áreas Especiais

Floresta Nacional Santa Rosa do Purus (parte)
Parque Estadual Chandless (parte)
Projeto de Assentamento
PA Santa Rosa
Terra Indígena (TI)
Alto Purus (parte)









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